Tráfico de drogas tem se tornado comum entre jovens e adolescentes em Cabo Frio
LAST_UPDATED2 Escrito por Tadeu Assis / Equipe A.R.C.A. Ter, 18 de Maio de 2010 10:55
Esta semana policiais entraram de manhã no bairro do Manoel Correa em Cabo Frio, em busca de uma casa que seria esconderijo de drogas e armas. Os policiais não encontraram o que estavam procurando. Não houve prisões nem confronto entre policiais e bandidos. No entanto, os policiais se depararam com três crianças que brincavam de vender drogas no local. Os menores se assustaram quando viram os policiais, e largaram um saco plástico com o qual estavam brincando. Dentro do saco havia pedras, areia e comprimidos, que deveriam ter sido pegos dentro de casa.
Durante a tarde, os policiais encontraram drogas com o estudante P.M.S. 16 anos, que vendia a droga dentro do colégio onde estudava. O adolescente estava em posse de 25 pedras de crack e 5 gramas de maconha. Em outro ponto da cidade, o menor R. L. S, de 17 anos, também foi preso por vender drogas naquela região. Com ele foram encontradas 36 pedras de crack, 3 celulares e R$ 79,50 em espécie. Outro caso de tráfico ocorreu no Lixão. Após abordagens de rotina, os policiais encontraram com L. A. S. N, um menor de 16 anos, uma quantia de 46 pedras de crack, um celular e R$ 13,90 em espécie.
Em clara mudança do perfil do traficante, menores totalmente abandonados e vulneráveis, onde o traficante vira referência, temos que mudar urgentemente e fazermos uma nova estratégia na questão das drogas na nossa cidade e nossa região, que divide esforços entre prevenção e tratamentos, de um lado, e repressão, de outro. Esta estratégia pede uma abordagem equilibrada para confrontar o complexo desafio das drogas e suas consequências, ao aumentar a prevenção comunitária, expandir tratamentos, fortalecer a ação policial e trabalhar e sensibilizar novos parceiros poderá reduzir o uso de drogas e o dano que ele causa. Devido a fatores como baixo custo e facilidade de acesso, o crack afeta mais diretamente populações vulneráveis, especialmente a de rua, incluindo crianças e adolescente.
Para finalizar nesses dias pré-campanha eleitoral, vê-se claramente partidos e pré-candidatos abraçarem a causa antidrogas, notadamente a problemática do crack. Mas, não esqueçamos, essa retórica pode conter interesses eleitoreiros inconfessáveis.
O avanço das drogas jamais será contido com promessas de palanque. É preciso liberar mais dinheiro público para investir forte em prevenção e tratamentos de recuperação. E esse é um compromisso comum a todos os candidatos.
Tadeu Assis é Técnico em Dependência QuÃmica
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