Terça Fev 07

Extermínio de crianças e jovens

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Cigarro por exemplo que é considerado uma droga lícita mata milhares de pessoas por ano. O uso indevido do álcool mata e acarreta problemas dolorosos para inúmeras famílias e também gastos imensos para o Governo, que arca com internações infindáveis de viciados em bebidas alcoólicas.

De alguns anos para cá surgiu uma das mais perigosas e devastadoras drogas de todos os tempos, o crack. Com um refinamento diferente da cocaína normal essa droga por ser usada de forma mais evasiva, mata em pouco tempo e pode viciar já na primeira vez de uso.

Provoca a princípio sensações de euforia, de esquecimento de problemas, mas pode também, dependendo da quantidade, matar já na primeira experiência com a droga. Pode provocar dificuldades severas de respiração, ataque cardíaco e convulsões que podem matar sem chance de socorro.

Há algum tempo, a cidade de Cabo Frio tem o reduto da cracolândia, local onde a droga é traficada e usada por milhares de adultos, jovens e crianças cada vez mais novas.

Por mais que policiais tentem sanar o problema coibindo o uso e o tráfico de crack, as medidas são ineficazes e cada vez mais, traficantes aprimoram a técnica de venda e viciados se sentem seguros para fazerem uso nesse local.

Ao passar pelo reduto do crack, a sensação é de total impotência diante da destruição que seres humanos impõem a si mesma.

Crianças, ainda em fase de crescimento biológico acabam morrendo muito cedo por causa do vício. Os pais largam mão porque não conseguem ajuda eficiente para resolver o vício dos filhos.

Tivemos recentemente aqui na cidade, um exemplo de desespero materno diante da gravidade da situação do filho. Não conseguindo resolver o problema decidiu prender esse filho dentro de casa para impedi-lo de sair e buscar o crack.

Pesquisas indicam que o Brasil é um dos países em que mais crianças e jovens adolescentes usam drogas. Que triste ranking!

O que estão fazendo Governo e autoridades para sanar o problema em Cabo Frio? Será que vão se acomodar até que esses redutos que se espalham pelo país virem o mesmo sério problema enfrentado nas favelas do Rio de Janeiro com o tráfico e consumo de drogas cada vez maiores?

É preciso urgência para resolver o problema pois além de crianças e adolescentes estarem morrendo precocemente, o exemplo dado para outros jovens e crianças que assistem aos noticiários ou mesmo passam pelos locais do crack é péssimo. Corremos o risco de num futuro próximo nossos filhos e netos acharem que o cachimbo usado para fumar crack seja um cachimbo da paz.

Tadeu Assis é Técnico em dependência Química



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Equipe A.R.C.A.
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Tel.: (22) 2643.9399 - 9914-3450

 

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